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Resenha: O Rei do Show – Um grande Espetáculo da Vida

Ola, pessoas! Sejam bem-vindas ao grande espetáculo!

Depois de um tempo afastada, acredito que seja a hora de voltar a compartilhar com vocês nossas opiniões, críticas e indicações, não é verdade? Sem falar das nossas teoria que sabemos que vocês gostam! Então vou começar com esse show que está nos cinemas.

Ano passado foi um ano bem corrido para a equipe do Baconews, cheios de projetos pessoais e nos faltou tempo para movimentar o site, mas já estamos cientes das saudades de vocês!

Essa semana, eu fui assistir ao filme “O Rei do Show” com o nosso amado Hugh Jackman e o que tenho a dizer?

SPOILER ALERT!

Primeiramente, vale lembrar que se trata de um Musical, pra quem não gosta muito e acaba assistindo pelos atores, esteja avisado!

O filme começa com um clássico “menino de família humilde, sendo humilhado pela sociedade”, pois bem, P. T. Barnum, interpretado na infância por Ellis Rubin, é um filho de alfaiate que perde o seu pai, ficando à deriva da sociedade e vivendo em condições humildes. O que nos surpreende no início do filme é sua amizade com a pequena Charity, filha de família nobre.

O pai de Charity, por óbvio, rejeita o relacionamento dos dois, enviando sua filha para estudar em um colégio interno, afastando qualquer contato de sua filha com o jovem P. T. Barnum. Acontece que para nossa surpresa, eles conseguem manter contato através de cartas, crescendo juntos e estabelecendo não somente um vínculo de amizade, mas criando uma história de amor.

Quando adultos, P.T Barnum, já interpretado por Hugh Jackman, bate na porta de Charity para levá-la e assim viverem como marido e mulher, mesmo com a desaprovação de seu pai que deixou clara a sua insatisfação, pois sua filha jamais poderia ter a vida que tinha ao lado do humilde Barnum.

P.T Barnum, junto com sua esposa Charity constroem uma linda família com 2 filhas, sendo que para sua esposa, mais importante que a riqueza e nobreza era a felicidade de viver os momentos em família.

Infelizmente, a empresa em que P.T Barnum trabalhava faliu e todos foram mandados embora. Em um ato de destreza, P. T Barnum pega as apólices dos navios da empresa e leva ao Banco em busca de um empréstimo.

Com sucesso, consegue o empréstimo do Banco e compra o Museu de Curiosidades da cidade que, infelizmente, não alcança a bilheteria esperada e em um insight contribuído por suas filhas percebe que precisava de atrações vivas.

Neste momento, P. T Barnum resolve recrutar pessoas especiais que possuem qualquer tipo de particularidade e em sua busca, conhece: A mulher barbada, o homem mais alto do mundo, trapezistas, o homem mais gordo, anão, albinos, tatuados, “o homem cão”, dentre outros.

Tendo modificado o seu espetáculo, assim inicia a ascensão de P.T Barnum, as pessoas era curiosas pelo “diferente” e procuravam pelo show. Entretanto, muitos o julgavam mal, fazendo diversas manifestações contrárias ao novo Museu, bem como a crítica não o recebeu bem e a alta sociedade não o acolheu como uma pessoa rica.

Buscando o reconhecimento para deixar de ser taxado como “o filho do alfaiate”, P. T Barnum, busca a parceria de Carlyle (Jack Efron), um jovem nobre que organizava alguns espetáculos para a alta sociedade, denominando ambos nascidos para o showbusiness, sendo classificados como showman.

O primeiro ato dessa parceria foi visitar a Rainha, em que foi acompanhado por todos de sua “trupe”. Momento em que conhece a adorável Jenny Lind (Rebecca Ferguson), uma belíssima cantora de ópera, e a propôs uma turnê para que fosse conhecida não somente na Europa, mas também na América.

A primeira apresentadora da cantora foi emocionante, sendo aclamado por todos, inclusive pelo crítico que o rejeitava pele seu espetáculo. Nesse momento, nós conseguimos perceber a primeira mudança de caráter do personagem, pois ele não deixa o seu time do espetáculo entrar na área privada e conhecer a Jenny Lind, além de ter humilhado, publicamente, o pai de Charity (Michelle Williams) que o acusava de não ser capaz de dar a sua filha a vida que havia prometido.

P. T Barnum sai em turnê com a encantadora Jenny Lind e como já esperamos que ia dar merda, obviamente, deu! Jenny Lind tenta seduzi-lo em seu joguinho, sendo rejeitada de imediato.

A cantora se sentiu humilhada e disse que encerraria a turnê, isso faria com que P. T Barnum fosse à falência, pois havia investido tudo que ganhou e precisava finalizar os show para que pudesse ter um retorno positivo.

Ao retornar para sua casa, P.T Barnum se depara com o incêndio em seu CIRCO, nome este que aproveitou da crítica nos jornais, ao mesmo tempo, Charity vê a foto dele com a Jenny estampada no jornal, pois após sua rejeição, ela o beijou no palco como despedida. Assim, retornou para a casa de seus pais.

Por fim, conseguiram reerguer o Circo, criando o conceito da tenda, pois compraram um terreno em uma região desvalorizada e montaram o espaço, com o dinheiro investido de Carlyle, agora com parceria em 50%.

Em paralelo à história de P. T Barnum, temos o romance do jovem Carlyle e a trapezista Anne Wheeler (Zendaya) que é fofa, mas não é muito aprofundada, apenas relata aquele relacionamento padrão de “jovem da classe alta x jovem humilde” em que os pais não aceitam a relação e ele acaba abandonando tudo pelo Circo.

O filme em si é um pouco clichê, mas um dos melhores momentos, pelo menos pra mim, é quando o crítico das artes senta ao lado do P. T Barnum meio aos destroços do Circo e reconhece que o que ele fez naquele lugar poderia ser descrito como um show de humanidade, por ele ter reunidos tantas cores, formas, idades, etnias em um só espetáculo.

O conceito de família também é criado por todos do espetáculo que antes de se conhecerem eram ridicularizados pela sociedade, sendo que naquele espaço eram reconhecidos como talentos e aplaudidos.

Além disso, fica a lição do preço da ganância que fez com que P. T Barnum misturasse seus princípios e quase perde a fonte de sua felicidade: sua família, que nunca exigiu mais do que o que ele simplesmente era.

Pode não ter sido a opinião mais favorável ao filme, eu achei a história um pouco clichê e previsível, misturaram muitas coisas e exploraram poucas, mas a parte musical é muito legal, bem como ver a união das pessoas do espetáculo e o carinho que desenvolvem entre elas.

Acredito que o filme deixou bem claro a importância da família em nossas vidas, seja entre amigos, seja ela a da nossa casa, a força que as pessoas nos dão é aquela que nos faz feliz, que realmente não vale a pena querer passar por cima de ninguém, nem tampouco rejeitar qualquer pessoa por qualquer característica que seja, essa foi a “moral da história” absorvida por mim.

É um filme sobre família e igualdade.

 

Sobre Pandora

Advogada, viciada em filmes e séries, principalmente, no gênero de suspense e terror. Apaixonada por cultura oriental, animes e doramas! Não dispensa uma boa maratona de série e um episódio de qualquer competição culinária.

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